Rebecca Reusch, o desaparecimento que abalou a Alemanha

Rebecca desapareceu em um caso praticamente sem pistas. O principal suspeito é seu cunhado, porém a família da vítima nega seu envolvimento.

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Rebecca Reusch nascida em Berlin, na Alemanha, está desaparecida desde 18 de fevereiro de 2019. Com apenas 15 anos e fã de K-pop, a polícia tem poucas pistas sobre seu paradeiro, por isso nunca conseguiu avançar substancialmente nas investigações.

Ela utilizava bastante o Tiktok e principalmente o Instagram, onde tinha mais de 30 mil seguidores.

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Rebecca tem duas irmãs, incluindo a Jessica — uma das peças chaves nessa caso, e com 27 anos na época do desaparecimento. Elas moravam no mesmo bairro e eram muito próximas, apesar de morarem em casas diferentes.

Rebecca costumava passar alguns fins de semana na casa de sua irmã. Seus pais não viam problema nisso, afinal eram da mesma família e Jessica costumava ser cuidadosa.

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Fotos de Rebecca Reusch. / Foto: Instagram

O desaparecimento de Rebecca Reusch

No dia 17 de fevereiro de 2019 o marido de Jessica, Florian, estaria numa festa com colegas de trabalho. Assim as meninas poderiam passar um tempo apenas entre elas.

A mãe de Rebecca concordou que ela poderia ir, mas apenas com a promessa de que no dia seguinte chegaria no horário certo na escola.

Após assistirem alguns filmes, Jessica foi dormir em seu quarto, pois precisaria trabalhar no dia seguinte, enquanto Rebecca dormiu no sofá da sala. No dia seguinte, Jessica saiu cedo, pois às 7h precisaria levar sua filha na creche.

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Um pouco antes de Jessica sair, Florian voltou da festa do trabalho. Pelas horas seguintes ficariam apenas Florian e Rebecca na casa.

Às 7h15min, a mãe de Rebecca ligou para lembrar a filha de ir para a escola, mas o telefone dela estava desligado. Então ligou para Jessica, que informou não estar mais casa. Consequentemente ligou para Florian, que informou que Rebecca já havia saído.

A principio a família de Rebecca achou estranho ela não estar mais em casa, pois as aulas começavam apenas as 9h, e 7h15min ainda seria muito cedo para ela sair.

A mãe de Rebecca lhe mandou uma mensagem no WhatsApp. A mensagem foi entregue, porém nunca foi lida. Isso ao menos indicava que seu telefone não estava desligado.

A princípio a família de Rebecca não se desesperou, pois não acreditaram se tratar de algo agrave, acreditavam apenas ser erro de comunicação, por isso não chamaram a polícia imediatamente.

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Porém as horas foram passando até receberem um telefonema da escola informando que Rebecca não havia comparecido, nesse momento os pais de garota relataram o desaparecimento da garota a polícia.

Início das investigações

A polícia divulgou algumas fotos de Rebecca e a família não ficou muito contente com isso, eles afirmaram que as fotos utilizadas pela polícia não representavam bem como a garota parecia, e que se alguém estivesse lhe procurando com base nessas fotos, não a identificaria devido aos filtros usados em redes sociais.

Algumas pessoas começaram a suspeitar que Rebecca poderia ter fugido, mas a polícia não acreditou muito nessa hipótese, visto que era muito amada pela família e não teria razões para fazer isso.

Suspeito preso, Florian

No dia 28 de fevereiro de 2019 a polícia prendeu Florian, cunhado de Rebecca e marido da sua irmã. Essa prisão foi um choque para todos, principalmente para a família de Rebecca. Agora a polícia tinha um principal suspeito.

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Florian, cunhado de Rebecca. / Foto: Polizei Berlin

O principal motivo para a prisão de Florian foram as suas contradições nos depoimentos prestados a polícia. Sendo elas:

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  1. Às 10:45 da manhã, no dia que Rebecca desapareceu, o carro de Florian foi flagrado indo até a Polônia, numa viagem que dura aproximadamente 1h30min. O carro foi visto novamente algum tempo depois fazendo a mesma viagem.
  2. Florian informou que chegou em casa 5h45min e que imediatamente foi dormir, porém de acordo com os dados do roteador de internet da casa, Florian continuou utilizando a internet muito além desse horário. Além disso, o celular de Rebecca continuou conectado até 7h46min nesse mesmo roteador, sendo que Florian havia recebido um telefonema em torno das 7h15min informando que Rebecca não estava mais em casa.
  3. A polícia também encontrou material genético de Rebecca no carro de Florian, porém essa é uma prova inconsistente, já que esse carro também era usado por Jessica, logo Rebecca já tinha andado diversas vezes nele.

Contudo Florian foi liberado pouco tempo depois por faltas de provas. Porém a polícia continuou investigando Florian até prendê-lo novamente dia 4 de março. Enquanto isso a família da vítima insistia que ele não tinha culpa no caso e que eles estavam procurando pela pessoa errada.

Agora na sua segunda prisão e com a pressão policial, confessou o motivo de ter dirigido até a Polônia no dia do desaparecimento de Rebecca: se encontrar com um traficante de drogas. E que retornou até a Polônia alguns dias depois pois havia esquecido sua aliança.

A polícia não acreditou muito nessa história, afinal comprar drogas de um traficante não é um trabalho que lhe faria perder uma aliança, porém enterrar um corpo é um trabalho muito mais oportuno para alguém precisar retirar, e consequentemente perder esse objeto.

Com base no relato do suspeito a polícia vasculhou toda a região que Florian percorreu até a Polônia, tanto com helicópteros quanto com barcos, mas nada foi encontrado. Novamente ele foi libertado por falta de provas.

Surge um novo suspeito, Max

A familia de Rebecca, numa tentiva de ajudar nas investigações, citou um tal de “Max”, uma pessoa que ela conheceu online e que não morava na mesma cidade. Rebecca havia pedido permissão para seus país para conhecer Max uma semana antes, que negaram.

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Segundo informações, Max havia se identificado com a mesma idade de Rebecca, porém existe a possibilidade de Max ser na verdade um predador sexual, e utilizou essa identidade para atrair adolescente.

Após o desaparecimento de Rebecca, Max também desapareceu. Ele apagou todas as suas redes sociais e a polícia nunca foi capaz de lhe identificar.

Alguns anos já se passaram e o caso continua sem solução. A família da vítima optou por se afastar das investigações, após receber diversas críticas da polícia por falta de cooperação no caso.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_