Dee Dee fingiu por 23 anos que sua filha Gypsy era deficiente

Gypsy foi forçada por sua mãe durante 23 anos a passar por deficiente. Para se livrar desse aprisionamento, encontrou uma saída matando ela com facadas.

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Gypsy Rose já estava cansada sobre as histórias falsas de sua mãe sobre o seu estado de saúde. Desde criança Dee Dee Blanchard fingia que ela era muito doente, com um longo histórico médico, incluindo problemas como epilepsia, anemia, leucemia, retardo mental e muitas outras.

Inclusive Gypsy andava em uma cadeira de rodas, mas conseguia andar perfeitamente, como qualquer outra pessoa. Essa era a única coisa que ela sabia que realmente era mentira, no mais ela acreditava fielmente em sua mãe.

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A doença, na verdade, estava sempre na mãe: Síndrome de Munchaüsen por procuração. Trata-se de um transtorno no qual a pessoa acredita que alguém sob sua tutela tem uma doença física ou mental, agindo como se isso fosse realmente verdade.

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Gypsy nunca teve possibilidade de escolha, muito antes de desenvolver uma idade mínima para ter sensatez e discernimento, sua mãe já lhe usava como um fantoche para adquirir atenção, benefícios do governo e órgãos de caridade.

O cabelo da filha era raspado, para tentar imitar uma pessoa doente. Sua mãe dizia que devido as suas doenças era melhor raspar, já que iria cair de qualquer jeito. Gypsy acreditava, afinal era só uma criança.

Pai de Gypsy

Gypsy tinha o pai vivo, porém o casal era separado e ele não convivia com a filha. Ela também tinha contato com outros familiares, porém conforme relatos, Dee Dee sabia enganar muito bem, era uma profissional nisso. Eles acreditavam que a garota tinha câncer.

Seu pai realmente se importava com ela, porém Dee Dee lutava forte para manter ele e sua nova mulher afastados da filha. Ele ajudava monetariamente a menina, mesmo após ela adquirir a maioridade.

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Como Dee Dee fazia para enganar

Gypsy aparentava ter uma idade muito menor do que realmente tinha, e a princípio ela também acreditava que era pelo menos uns cinco anos mais nova. Em um relato, seu pai disse que no aniversário de 18 anos da filha, foi instruído pela Dee Dee a não citar a idade que ela estava fazendo, pois ela acreditava que era seu aniversário de 14 anos.

Alguns médicos que atenderam as duas, começaram a suspeitar que Gypsy era uma pessoa normal, ela tinha a musculatura da perna tal como a de uma pessoa que caminhava. Como solução para isso, Dee Dee trocava de médico, até encontrar um que acreditasse em suas maluquices.

Gypsy tinha todas as características de uma pessoa deficiente graças a ornamentação da mãe, que quase nunca deixava ela sozinha. Quando iam conversar com alguém sempre segurava a mão da filha, e lhe apertava caso falasse algo que não ajudasse no seu teatro.

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Porém Gypsy foi ficando cada vez mais velha e se desenvolvendo como mulher, com isso veio o desejo de se relacionar com homens. Ao mesmo tempo sua mãe não deixava que tivesse contato com outras pessoas.

A solução encontrada por ela foi utilizar sites de relacionamentos enquanto sua mãe dormia. Foi quando conheceu Nicholas Godejohn em um site cristão. Os dois conversaram por dois anos.

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O assassinato de Dee Dee

Nesse momento Gypsy já pensava em diversas alternativas de se livrar de sua mãe, e foi através de Nicholas que se concretizou a principal delas: matar Dee Dee. Quem realizaria o assassinato seria o próprio Nicholas, com a ajuda da garota.

Em uma noite comum na rotina das duas, elas estavam fazendo uma as unhas uma da outra enquanto Gypsy já tinha todo o assassinato planejado. A garota agiu friamente e não levantou suspeitas por parte da sua mãe. A forte medicação que ela tomava provavelmente ajudou nisso.

Naquela madrugada Nicholas, no ano de 2015, entrou pela porta da frente conforme instruções da Gypsy que havia deixado destrancada, e com uma faca de cozinha foi até o quarto de Dee Dee e deferiu diversas facadas a mulher que estava dormindo.

Houve tempo de Dee Dee gritar por socorro, mas Nicholas prosseguiu com o ato. Enquanto isso Gypsy estava deitada no chão do banheiro em posição fetal aguardando a conclusão do assassinato.

Os dois então se hospedaram em um hotel da região enquanto agiam normalmente. Eles não pareciam ter um plano do que fazer após o assassinato, o principal objetivo era simplesmente desprender Dee Dee de Gypsy.

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A essa altura Gypsy já era dada como desaparecida, já que devido a uma postagem em sua rede social, alertou o público, que formou uma multidão em frente a sua casa, incluindo a polícia, que conseguiu um mandato para entrar dentro da casa, onde encontrou o corpo de Dee Dee morta.

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Depois do hotel foram para a casa dos pais de Nicholas, que não notaram nada suspeito, mas a polícia conseguiu achá-los, e para a surpresa de todos, Gypsy não apenas estava bem, como estava caminhando.

Eles foram levados para a delegacia, onde posteriormente vieram a confirmar serem os autores do assassinato.

Julgamento

Gypsy se declarou culpada pela morte da mãe. No veredito ela pegou pena mínima, de 10 anos de prisão por homicídio de segundo grau. O resultado foi um alivio, pois ela poderia ter pego até pena de morte.

Sua liberdade condicional provavelmente ocorrerá em 2022, quando estará com 33 anos.

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Já Nicholas Godejohn, quem deu as facadas em Dee Dee, em um julgamento muito menos midiático recebeu uma pena muito mais dura, prisão perpétua. Ele ainda tenta recorrer para uma atenuação na pena.

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Gypsy Rose atualmente.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_