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Polly Klaas, sequestrada e morta durante uma festa do pijama

Polly Klaas, de 12 anos, durante a noite foi levada de dentro de sua casa por um desconhecido. Em seguida foi estrangulada e morta, enquanto sua mãe dormia no quarto ao lado.

Polly Hannah Klaas, então com 12 anos de idade, realizava uma festa do pijama no dia 1 de outubro de 1993. Na sua companhia estavam mais duas amigas da mesma idade.

A mãe de Polly estava no quarto ao lado e se sentiu indisposta no começo da noite. Ela pediu então que as meninas não fizessem barulho e que lhe chamassem se precisassem de algo e adormeceu em seguida.

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As garotas estavam vendo filmes e ouvindo músicas, até que por volta das 22h30min um homem adentrou no quarto. No início as amigas acharam que isso seria uma brincadeira, uma espécie de susto para diverti-las, mas a situação mudou quando perceberam que ele segurava uma faca.

O homem ameaçou as garotas dizendo que se gritassem ele cortaria suas gargantas, obrigou-as a sentar no chão, amarrou as mãos e amordaçou as duas meninas convidadas. Em seguida ele saiu carregando Polly no colo com a faca apoiada no abdômen dela.

As garotas tentaram se soltar desesperadamente pelos próximos dez minutos, e quando finalmente conseguiram correram para o quarto da mãe de Polly e contaram tudo que viram. A mãe entrou em desespero e chamou a polícia.

Logo de início, com base no depoimento das duas meninas, o caso foi tratado como sequestro e um retrato falado foi feito. Depoimentos de vizinhos também vieram a revelar que naquela noite um homem estacionou seu carro do outro lado da rua da casa da vítima e ficou observando o movimento por mais de uma hora.

Retrato falado do suspeito ao lado da foto de Polly Klaas. / Foto: Reprodução.

Busca por Polly Klaas

Na manhã seguinte, poucas horas depois de Polly desaparecer, uma babá que saía de seu trabalho notou um carro em uma vala dentro da casa de seu chefe. O local ficava a 32km da residência Klaas e a polícia foi acionada para verificar a situação.

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Dois policiais foram enviados ao local que ficava em uma zona rural de Santa Rosa. Chegando lá eles encontraram Richard Allen Davis que alegou ter perdido o controle do veículo.

Segundo os policiais o homem parecia um pouco atordoado e haviam alguns pedaços de grama e folhas em seus cabelos e roupas. O veículo foi averiguado e tudo parecia em ordem. O proprietário da casa foi orientado a fazer uma denúncia por invasão de propriedade privada, mas ele não achou necessário, Richard chamou um guincho e foi liberado.

Avanço na investigação

Em 28 de novembro do mesmo ano, o dono da propriedade resolveu derrubar algumas árvores do jardim e se deparou com um item estranho. Ele entregou a polícia uma calça legging infantil, de cor rosa, comumente usada para praticar ballet.

Análises periciais foram feitas na calça, e em um dado momento os policiais cruzaram amostras de tecido e DNA que eram compatíveis com outra peça do conjunto de ballet encontrado no quarto de Polly Klaas.

Rapidamente a polícia fez conexão entre Richard e o sequestro da garota de 12 anos. Em depoimento o homem concordou em fornecer uma impressão plantar de sua mão, que combinou perfeitamente com a marca deixada no edredom de Polly no dia do crime, além do mais ele era muito parecido com a descrição dada pelas amigas da vítima.

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Pelos próximos dias Richard seguiu negando tudo. Uma busca minuciosa foi feita na propriedade rural e envolveu grandes esforços da polícia local e a equipe de inteligência do FBI. Nada foi encontrado até que na noite de 4 de dezembro Richard confessou o crime e concordou em levar os policiais até o local em que tinha escondido o corpo de Polly.

Em uma cova rasa, cerca de 1km da propriedade rural, o criminoso enterrou o corpo da menina após estrangulá-la. Ele se negou a fornecer mais detalhes e a contar a motivação do crime. A polícia acredita que ele tenha planejado tudo dias antes, inclusive já teria visitado o local em que enterrou o corpo.

Uma linha do tempo publicada pela inteligência do FBI, sugere que Polly tenha sido morta e enterrada pouco tempo antes da babá relatar a polícia que o carro de Richard estava em uma vala.

Quem era Richard Allen Davis?

Richard nasceu na cidade de São Francisco, Califórnia. Ele era o terceiro de cinco filhos e teve uma infância conturbada devido ao alcoolismo de seus pais.

Durante sua adolescência, ele torturava e ateava fogo em animais ainda vivos e passou a realizar furtos que descrevia como “formas de aliviar qualquer tensão”. Ele largou o colégio em seu segundo ano e alguns amigos da época acreditam que ele tenha assassinado Marlene Voris, uma colega de 18 anos, durante uma festa.

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Richard Allen Davis durante audiência no tribunal. / Foto: Reprodução.

Algumas semanas após a morte de Marlene, Davis foi preso por tentar penhorar um objeto roubado. Na ocasião ele confessou uma série de roubos na região de La Honda e cumpriu seis meses de prisão no condado.

Cinco semanas após ser solto, em 13 de maio de 1974, ele foi preso por outro roubo. Nesse episódio foi condenado a 15 anos de prisão, mas saiu em liberdade condicional após cumprir apenas um ano.

Julgamento e corredor da morte

Após um intenso julgamento, Richard foi condenado em 18 de junho de 1996 por assassinato em primeiro grau de Polly Klaas e quatro circunstâncias agravantes (dois roubos, um sequestro e um ato obsceno contra uma criança).

Um júri do Tribunal Superior de San Jose decidiu que ele deveria ser condenado a pena de morte. Enquanto a sentença era proferida, Richard fez gestos obscenos em direção a família de Polly e disse que ela havia lhe revelado que seu pai a estuprava quando pequena, alegação essa que foi considerada falsa pela equipe de investigação.

“É muito fácil para mim pronunciar esta sentença, dado o seu comportamento revoltante neste tribunal”.

Disse o juiz do caso em entrevista.

Atualmente Richard tem 67 anos, ele segue enviando recursos a justiça e aguarda a execução de sua sentença no corredor da morte. Durante o tempo em que está preso sobreviveu a uma overdose de drogas e a ataques infligidos por outros presos.

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O corpo da pequena Polly Klaas foi cremado, e sua família jogou suas cinzas no oceano pacífico.