Junko Furuta: estuprada, torturada e brutalmente assassinada

Em 1991, Junko Furuta foi sequestrada, mantida em cativeiro, torturada, estuprada e morta por membros de uma organização criminosa do Japão.

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Junko Furuta, nasceu no dia 18 de janeiro de 1971, na cidade de Misato (província de Saitama), no Japão. Ela tinha dois irmãos, um mais novo e um mais velho, frequentava a Yashio-Minami High School e tinha um emprego de meio período na época.

Bonita, simpática e muito ativa, costumava chamar bastante atenção por onde passava. O que despertava a inveja de algumas pessoas.

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Por mais que fosse muito popular, ela nunca era vista em festas organizadas por colegas e amigos. Não fazia consumo de álcool ou drogas. O seu dia-a-dia consistia em ir para escola e de lá seguir direto para o seu trabalho como garçonete.

Sequestro de Junko Furuta

Violento e dono de uma conduta abusiva, Hiroshi Miyano apenas alguns dias depois de ter sido desprezado por Junko, junto com o seu amigo Shinji Minato, de 16 anos, estavam rondando em um parque local do bairro onde costumavam atacar sexualmente as mulheres.

Estupradores experientes desde muito cedo, os dois eram conhecidos por possuírem um olhar clínico para detectar alvos fáceis.

O sequestro aconteceu quando Shinji Minato derrubou Furuta da bicicleta. A jovem saiu correndo. Logo em seguida foi abordada por Hiroshi Miyano, que lhe ofereceu ajuda e se propôs a levá-la de volta para casa. Entretanto, o que ela não sabia é que os dois eram integrantes da Yakuza e estavam agindo de comum acordo.

Assim, Miyano a levou para um armazém onde a estuprou. Logo em seguida, o criminoso ligou para seus amigos para que fossem ver o que tinha feito com a menina. Seus amigos foram até o local onde estavam para realizar um estupro coletivo, algo que já era prática comum entre eles.

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Yakuza, organização criminal japonesa

Yakuza é um grupo criminoso dedicado à extorsão, tráfico, lavagem de dinheiro e a inúmeras outras atividades criminosas ligada ao crime organizado. O grupo tem origem japonesa, mas se estabeleceu ao redor do mundo e hoje possui atividades em alguns países da Europa, mas principalmente nos Estados Unidos.

Acredita-se que os criminosos do caso da Junko eram membros da Yakuza, apesar de não haver provas contundentes sobre isso.

Junko Furuta mantida em cativeiro

ATENÇÃO: descrição detalhada dos episódios de violência acontecidos durante o cativeiro, se não se sente confortável pule para o próximo parágrafo.

Nada consegue ser comparado com o nível de bestialidade que Junko Furuta foi submetida durante os 44 dias que foi mantida em cativeiro naquele quarto imundo dentro da casa de Minato, onde a garota precisou fingir que era namorada dele em frente aos pais.

Ao longo das repetidas sessões de sodomia e violência sexual até que sangrasse, ela chegou a ser pendurada nua no teto pelos pulsos e usada como um saco de pancadas pelos garotos.

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Amordaçada, eles a agrediram com halteres, a queimaram com cigarros, velas, introduziam lâmpadas ligadas, tesouras, barras de ferro e chegaram até a acender fogos de artifícios em sua vagina e ânus, causando graves queimaduras e rompimentos internos dos órgãos. Amigos e outros membros do Yakuza foram convidados por Hiroshi para a espancarem e praticar orgias.

Eles deixavam Junko sem comer nada por vários dias, e quando sua refeição chegava, era forçada a comer baratas e a beber a sua própria urina. Amarrada dos pés à cabeça e pelada, a garota era largada do lado de fora da varanda durante o inverno.

Derramaram cera quente em suas pálpebras, teve agulhas espetadas em seus seios e os mamilos arrancados com um alicate. Quando os captores passaram a lançar pesos de ferro em seu peito, ela perdeu o controle da bexiga e do intestino, tamanho era o dano interno.

No dia 27 de novembro, os pais de Junko entraram em contato com às autoridades para reportar o seu desaparecimento, porém Hiroshi a obrigou a telefonar para os pais e dizer que havia fugido para a casa de amigos e que não retornaria mais, para deixarem de procurá-la.

Enquanto isso, os pais de Shinji Minato sabiam da monstruosidade que acontecia em baixo do teto deles, mas temiam o envolvimento do filho com a gangue, por isso recusaram os pedidos de ajuda da garota todas as vezes que puderam ouvi-la.

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Quando Junko tentou ligar para a polícia sozinha, foi pega em flagrante e, como punição, teve as suas pernas incendiadas, causando queimaduras de segundo grau.

Falha da polícia

Um dos jovens que estuprou Junko Furuta, contou o acontecido para o irmão no intuito de se gabar e o irmão contou aos pais que rapidamente chamaram a polícia. Ao chegarem no endereço não houve investigação e os policiais apenas falaram com Minato pelo interfone, o mesmo disse que não estava com Junko e a polícia deu-se por satisfeita e foi embora.

Mais tarde, quando o caso veio à tona, os policiais envolvidos neste episódio foram demitidos por violarem drasticamente o código de conduta.

Sequência de crueldades

Estima-se que ela foi estuprada cerca de 400 vezes, sendo que, por dia, mais de 20 homens diferentes eram levados por Hiroshi até o quarto para violentar e agredi-la brutalmente. Em consequência das pancadas na cabeça, a jovem passou a sofrer ainda mais com convulsões extremas.

Em 20 dias, ela havia perdido a capacidade de se mover, pois era incapaz de usar as mãos, cujos ossos estavam moídos, tanto que, quando não fazia as necessidades onde estava, ela levava cerca de uma hora para usar o banheiro térreo.

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Ela implorou para que dessem um fim em seu sofrimento e a matassem, mas eles se recusaram. E em 44 dias, a aparência dela havia desaparecido, deteriorada em meio ao inchaço, a pele torrada, ao pus, as bolhas e úlceras de infecções.

Junko ficou desfigurada, era difícil reconhecer suas feições. Com o corpo mutilado, começou até a exalar um cheiro forte e ruim, o que fez com que os meninos perdessem o interesse sexual nela e buscassem a próxima vítima, uma jovem de 19 anos que estava voltando do trabalho.

Essa mulher foi liberada após o estupro.

A morte de Junko Furuta

No dia 4 de janeiro de 1989, largada sobre a sua miséria e o lixo amontoado no quarto, Junko Furuta convulsionou e morreu.

Percebendo isso apenas 24 horas depois, os quatro sequestradores embrulharam e a colocaram numa mala de viagem. Esta foi colocada em um tambor e coberta com concreto e o tambor descartado num caminhão de cimento no bairro de Koto.

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Hiroshi confessa o crime sem querer

Duas semanas após o crime, Hiroshi acabou se entregando sem querer para a polícia a respeito da morte de Junko. Ele foi preso com Jõ Ogura e deduziu que Ogura tivesse confessado. Rapidamente, ele contou onde o corpo da jovem poderia ser encontrado.

O barril foi encontrado pela polícia, e Junko foi reconhecida através das impressões digitais.

O caso ganhou a mídia e em pouco tempo toda a história hedionda de como a vida de Junko foi inumanamente interrompida, ganhou os noticiários do Japão e depois do mundo todo, principalmente por conta da sentença recebida pelos quatro jovens – que tiveram suas identidades preservadas pela justiça.

Hiroshi Miyano foi condenado apenas a 20 anos de encarceramento em um centro de reabilitação juvenil, enquanto Shinji Minato cumpriria de cinco a nove anos, e Jõ Ogura foi sentenciado a oito anos. Em outras circunstâncias, os garotos teriam sido punidos com prisão perpétua ou pena de morte, por isso acredita-se que o grupo Yakuza tenha se envolvido na época.

De qualquer forma, o impacto do caso foi tão grande que demandou mudanças no sistema penal do Japão, principalmente no quesito de jovens serem julgados como adultos.

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Em contraste à injustiça, durante o funeral de Junko Furuta realizado em 2 de abril de 1989, diante do caixão, a sua melhor amiga fez questão de acalmar o espírito da jovem:

“Ouvi dizer que o diretor lhe entregou um certificado de graduação, então nós nos formamos juntas. Eu nunca vou te esquecer. Jun-Chan, não há mais dor. Não há mais sofrimento. Por favor, vá e descanse em paz”.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_