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Peter Scully e Daisy Destruction, o pior caso de pedofilia da história

Peter Scully montou uma rede de pedofilia infantil na Deep web. "Daisy Destruction" é seu vídeo mais aterrorizante, onde uma criança de 18 meses é violentada cruelmente.

ATENÇÃO: Este texto descreve em detalhes crimes sexuais cometidos contra crianças. Se você é sensível a este tema não continue esta leitura.

Peter Gerald Scully é a figura central deste caso, ele nasceu em 13 de janeiro de 1963 na Austrália. Não se sabe muito sobre sua infância e nem sobre seu relacionamento familiar.

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Ele já tinha sido acusado de 117 fraudes antes de fugir para as Filipinas. Segundo a polícia, o homem angariou cerca de 2,68 milhões de dólares através de golpes envolvendo venda de propriedades.

Peter é pai de duas filhas, e foi descrito como desonesto e com desvios sexuais por pessoas próximas. Nos seus últimos meses na Austrália ele namorava uma adolescente de 17 anos, chamada Ling. O casal costumava participar de orgias sexuais e Peter ainda mantinha dois sites de acompanhantes, onde sua namorada oferecia serviços como garota de programa.

Sua vida nas Filipinas

Ao chegar na ilha Mindanao, Peter usou de alguns nomes falsos para se manter nas sombras. Ele relacionou-se com uma adolescente local, menor de idade, que também trabalhava como garota de programa, chamada Liezyl Margallo. O relacionamento durou cerca de seis meses, mas sabe-se que eles mantiveram relações esporádicas nos meses seguintes.

Na foto, Liezyl Margallo após sua prisão. / Foto: Reprodução.

Logo em seguida, conheceu Carme Ann Alvarez, outra adolescente menor de idade que se prostituía. A condição de vida de Carme era bastante precária e ela viu na relação com Peter a chance de ter um teto e comida na mesa.

Peter chegou a comentar com ela que tinha o desejo de adotar crianças, como uma forma de manter a casa cheia e alegre. Carme sugeriu então que eles adotassem sua irmã menor, mas Peter disse que queria fazer isso por uma criança entre nove e doze anos, realmente necessitada, que estivesse morando nas ruas.

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Carme rapidamente trouxe duas crianças filipinas para morarem com o casal, tudo parecia bem, elas tomaram banho e se alimentaram. Peter parecia realizado e se mostrava um “bom pai”.

Era comum que Carme passasse alguns dias fora de casa, tendo em vista sua vida como prostituta. Em uma dessas ocasiões, após dois dias longe de Peter, ao retornar a residência, ela encontrou as duas crianças acorrentadas em um dos quartos. A mulher não pareceu se chocar com isso.

O site na Deep web

Policiais acreditam que Peter Scully e algumas de suas namoradas abordavam crianças em situação de pobreza e as convidavam para sua casa com a promessa de comida e água. Porém quando chegavam lá, forçavam as meninas a beberem álcool e se prostituírem.

A ideia de criar uma rede online de pornografia infantil surgiu no momento em que Peter percebeu que poderia unir sua experiência com agenciamento de prostitutas a uma realidade de crianças extremamente pobres, que fariam qualquer coisa por um prato de comida.

O site que Peter administrava na deep web tinha o nome de No Limits Fun (em português: sem limites para a diversão). E lá ele vendia pacotes pay-per-view de pornografia infantil e violência explícita. Certos pacotes eram vendidos por até US$10.000.

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Daisy Destruction, o vídeo mais famoso

De longe, o vídeo mais famoso que Peter publicou em seu site é intitulado Daisy Destruction que possui várias partes, e pelo alto valor para ser comprado (US$10.000) e o grande número de cenas, poucas pessoas conseguiram ver, se tornando uma lenda.

ATENÇÃO: Os parágrafos a seguir descrevem em detalhes crimes sexuais cometidos contra crianças. Se você é sensível a este tema pule para o próximo tópico.

Nele aparece Daisy, de apenas 18 meses de vida, e mais duas garotas: Cindy de 12 anos e Liza de 13. Em um dos vídeos a garota de 13 é obrigada a torturar a bebê de diversas formas para que Scully se satisfizesse sexualmente.

Uma das poucas cenas ainda encontradas sobre o vídeo. / Foto: Reprodução.

No outro, as duas crianças são obrigadas a lamber o órgão genital de Peter. Outros vídeos possuem conteúdo de estupro pesado, com as duas crianças gritando de dor enquanto vários homens a abusam e com uma mulher fumando num canto, posteriormente a mesma entra em cena e enfia a bituca de cigarro acesa na vagina de uma das crianças.

Uma das meninas chegou a ser pendurada de ponta cabeça com uma fita na boca e ser abusada repetidas vezes sendo queimada com um ferro no processo. Vários objetos foram usados no crime, como brinquedos sexuais, cera quente, arame farpado…

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Em uma das cenas mais chocantes, uma das crianças é forçada a entrar em uma banheira com água muito quente ou muito fria, não se sabe. É possível vê-la agonizar de dor enquanto um homem urina em seu rosto.

Tentativa de fuga

Durante o cativeiro, duas meninas tentaram fugir da vida que estavam levando, mas Peter e suas namoradas conseguiram evitar os planos das garotas.

Como punição ele as obrigou a cavarem uma cova e uma das crianças foi filmada sendo espancada por Liezyl, que estava mascarada. Mesmo assim, poucas horas depois, as crianças conseguiram fugir para casa, e suas famílias acionaram a polícia.

Chegada da Polícia

Após a denúncia, a polícia foi imediatamente à casa de Peter, porém prendeu apenas uma de suas namoradas, Carmen Ann Alvarez. Ao investigarem o computador dele, não demorou muito para que encontrassem a rede imensa de pedofilia e tortura que aquela casa mantinha.

Nessa hora os investigadores perceberam que Peter e as namoradas não agiam sozinhos. Outros dois homens também estavam envolvidos, o alemão Christian Rouche e o médico brasileiro Haniel Caetano de Oliveira.

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Haniel, além de contribuir financeiramente com cerca de R$20.000 reais, ainda receitava anestésicos para que Peter dopasse as vítimas sem correr o risco de matá-las.

Prisão do mentor do grupo

No dia 20 de fevereiro de 2015, Peter Gerard Scully foi encontrado, preso e acusado de ter abusado, filmado, dopado e matado cerca de 75 crianças.

Ele assumiu os crimes e chegou a indicar onde estavam as ossadas, algumas delas sob o próprio chão da cozinha.

Margaret Akullo, coordenadora de projetos do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime, e especialista em investigações de abuso infantil, disse que o caso é “horrível”, e o pior que ela já ouvira falar.

Inicialmente, Peter foi sentenciado a pena de morte, mas um incêndio destruiu grande parte do acervo do caso. Muitos acreditam que o pedófilo subornou um policial para causar o fogo. A corrupção nas entidades públicas é algo conhecido nas Filipinas.

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Com isso, Peter e sua namorada, Carme Alvarez foram sentenciados a prisão perpétua. Ainda existe uma grande luta para que ele seja executado, vista a gravidade de seus crimes.

Considerações finais

Infelizmente as Ilhas Filipinas possuem um enorme número de pessoas em situação de prostituição, muitas delas crianças. O país faz parte de uma rota de turismo sexual, já que a condição de vida precária expõe os nativos a esse tipo de circunstância.

Hoje em dia não é possível mais localizar o vídeo intitulado Daisy Destruction, pelo menos não nas camadas mais superiores da Deep web. Existem boatos de que somente duas pessoas receberam acesso aos vídeos na íntegra e outras tiveram acesso só a algumas partes.

Pessoas que assistiram aos takes, revelam que as imagens são perturbadoras e algumas assumem que passaram algumas noites sem dormir devido ao horror assistido. Em um dos cortes é possível ver a criança de 18 meses agonizando e tendo espasmos musculares enquanto é abusada, e logo em seguida vem a falecer na mesma cena.

Este texto foi pesquisado e elaborado em parceria com uma de nossas leitoras, Clara Marin.

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