Elize Matsunaga, seu novo namorado e como ela está hoje, em 2021

Elize Matsunaga está cumprindo sua pena de 16 anos enquanto namora na prisão com um homem trans. Veja mais detalhes de como ela está hoje.

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Atualmente Elize cumpre a sua pena de 16 anos no presídio de Tremembé, interior do estado de São Paulo. Sua previsão de conclusão da pena é 2035.

A criminosa/psicopata gravou recentemente uma minissérie com nome “Elize Matsunaga: Era Uma Vez Um Crime”, para o Netflix. As entrevistas foram realizadas durante as “saidinhas” de Elize.

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“Saidinhas” ou saídas temporárias são os privilégios que a legislação brasileira da aos presos em regime semiaberto, em datas especiais e comemorativas, como o Natal e dia dos pais.

A ideia dos produtores da minissérie, com uma equipe formada totalmente por mulheres, foi tentar vitimizar a autora dos crimes pra tentar justificar seu assassinato seguido de esquartejamento a sangue frio.

Namorado na prisão

Atualmente Elize está namorando na prisão com um homem trans de nome Sandra Regina Gomes. Sandrão, como é conhecida a moça, cumpre pena na ala feminina e foi condenada em cinco anos por tentar matar o avô.

Quem era Elize?

A autora do crime, Elize Araújo Kitano Matsunaga, nasceu no dia 29 de novembro de 1981 em uma família pobre do interior do Paraná. Criada pela mãe solteira e empregada doméstica, passou a infância na cidade e estudou em colégios públicos. Quando completou a maioridade se mudou para a capital do seu Estado, onde começou a cursar técnico de enfermagem e trabalhar em um hospital.

Passado pouco tempo, se mudou para São Paulo, onde veio a trabalhar como prostituta. Ela oferecia seus serviços em um site próprio para esse tipo de conteúdo. Foi através dele que Elize conheceu Marcos. O executivo era casado com outra mulher, mas manteve uma relação extraconjugal com a paranaense durante três anos, até largar sua esposa para ficar com a Elize.

Até a época do crime, ninguém fazia ideia que esse era o passado de Elize, apenas o próprio Marcos. Eles faziam questão de esconder esse segredo, para não sofrer reprovações por parte de amigos e família.

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Como era a relação de Marcos e Elize

Em 2010, Elize descobriu que Marcos estava traindo ela. A principio ela não sabia quem era a mulher da traição, porém mais tarde se descobriu que também era uma prostituta que trabalhava no mesmo site em que Elize trabalhou.

Como o Marcos não estava mais vivo, temos apenas a versão de Elize para a relação entre o casal. A paranaense alega que Marcos era uma pessoa muito agressiva, e sempre que era confrontado sobre suas amantes, reagia de maneira agressiva.

Porém não há nenhuma prova, indício ou testemunha de que isso realmente acontecia.

Momento do assassinato

O dia era 19 de maio de 2012 as 19h30min, Marcos desceu até o térreo do prédio onda morava para buscar uma pizza, pelas imagens do elevador ele parecia um pouco nervoso, mas nenhum comportamento muito diferente, suas últimas imagens foram essas.

Quando retornou ao apartamento, foi assassinado pela própria esposa com um tiro de pistola calibre .380 ACP

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A principio acreditava-se que Marcos tivesse desaparecido ou então sequestrado, já que desconfiavam que o sumiço pudesse ter relação com as negociações bilionárias da venda da empresa da família.

Pedaços do corpo encontrado

Enquanto as buscas por Marcos continuavam, foram descobertos alguns dias depois, em 23 de maio, pedaços do corpo de um homem em Cotia, uma cidade próxima de onde Marcos morava.

A princípio a polícia não conseguiu descobrir de quem era o cadáver, mas os guardas repararam que uma perna estava vestida com uma calça de grife, que na época custava R$ 600, um valor bastante elevado.

Nos dias seguintes, foram achadas mais partes do mesmo corpo, até que no dia 4 de junho, o corpo foi identificado pelas autoridades como sendo de Marcos Kitano.

Julgamento

Durante todo o julgamento do caso, a defesa utilizou de uma tática bastante emocional para tentar comover o júri. Os advogados de Elize sempre tentaram atacar o comportamento de Marcos, para tentar justificar o assassinato seguido de esquartejamento.

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Ela sofreu uma pena de 16 anos de detenção e, atualmente, em 2021, segue cumprindo a pena. Uma punição muito leve para uma psicopata. Porém é conhecimento de muitos que no Brasil o crime costuma compensar.

Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_