Kenneka Jenkins, encontrada morta dentro de um freezer de hotel

Uma jovem de 19 anos frequentava uma festa dentro de um quarto de hotel. Ela estranhamente some e seu corpo é encontrado sem vida 24h depois.

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Descrita como uma jovem doce, amada na família e chamada de “Neka” pelos mais íntimos, Kenneka Jenkins morava com a mãe em Chicago e tinha 19 anos. A adolescente acumulava dois empregos de meio período e seu sonho era estudar enfermagem.

Para alguns, o motivo da morte de Kenneka permanece sem solução, e apresentam diversas teorias do que pode ter havido. A garota teve uma morte acidental ou algum de seus amigos estava envolvido?

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Noite do seu desaparacimento

Era sábado, oito de setembro de 2017, Kenneka e as amigas saíram para uma festa por volta das 23h30min. Ela utilizou o carro da mãe para dirigir até o local e levaram consigo uma caixinha de som, conhaque e algumas garrafas de energético.

Essa festa aconteceria no hotel chamado Crowne Plaza Chicago O’Hare & Conference Center, e seria para comemorar o aniversário de Irene, uma amiga do grupo.

As garotas chegaram na festa por volta de 01h13min daquela madrugada. Logo depois, as 01h36min, a aniversariante faz uma live no Facebook mostrando o local e conversando com as pessoas, característico de postagens de jovens em festas. Às 2h17min Kenneka posta um snapchat onde parece estar em um dos banheiros da festa.

Por volta das 3h da manhã, Kenneka e os amigos decidem ir embora da festa. Eles estão caminhando em um corredor próximo a um elevador, quando percebem a Kenneka estava sem o celular e sem as chaves do carro.

Nesse momento eles deixam Kenneka sozinha no corredor, enquanto retornam a festa em busca dos pertences dela. Eles demoram cerca de 15 minutos para voltar, mas quando chegam Kenneka não está mais lá.

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Onde está Kenneka Jenkins?

Os amigos ficaram preocupados e começaram a procurar por ela em corredores e escadas próximos. Sem sucesso, ás 4h da manhã eles ligam para a mãe de Kenneka, Teresa Martin. Na ligação os jovens perguntam se Kenneka foi para casa, ela responde que não. Então imediatamente contam os fatos e a mãe entra em desespero.

Eles pegam o carro de Kenneka e dirigem até a casa dela, pegam sua mãe e retornam ao hotel por volta das 5h da manhã. Duas horas depois, já no domingo, o desaparecimento de Kenneka Jenkins é relatado a polícia. Os policiais não deram muita importância e pediram que a mãe voltasse para casa e aguardasse o retorno espontâneo da vítima.

Nos EUA, e em algum outros países, casos de desaparecimento de jovens demoram a ser tratados como uma ocorrência policial. É bastante comum que os pais sejam orientados a aguardar que seus filhos voltem, visto que muitos adolescentes comumente “fogem de casa”.

Kenneka Jenkins segue desaparecida nas horas seguintes. A família e os amigos batem nos quartos do hotel, verificam arredores e fazem perguntas a funcionários. Algumas horas depois, as 13h16min, a mãe faz outro contato com a polícia e finalmente a jovem é dada como desaparecida.

Câmeras de Segurança

Teresa Martin pede encarecidamente que os funcionários do hotel lhe mostrem os registros das câmeras de segurança. Porém isso lhe foi negado desde às 5h da manhã de domingo.

Somente diante da polícia os funcionários parecem se esforçar nas buscas e começam a averiguar as câmeras de entrada e saída do prédio.

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Às 20h29min da noite de domingo os policiais vão embora do hotel, orientando a mãe a telefonar caso surgisse alguma informação. A mãe de Kenneka Jenkins disse, em entrevista, que a postura da polícia e funcionários do hotel demonstrava falta de urgência no desaparecimento de sua filha.

Corpo encontrado

Prestes a completar 24h de desaparecimento, as 00h23min do dia 10 de setembro, câmeras de segurança mostram um funcionário do hotel entrando em uma cozinha industrial. Ele vai andando até uma área que contém um freezer, e após isso é possível ver ele voltando rapidamente e se dirigindo a um policial.

Dois policiais correm até o local e ao abrir o freezer eles encontram o corpo de Kenneka, sem vida, deitada de bruços. Somente um dos tênis estava em seu pé. Naquele momento ela foi declarada morta, e quatro horas depois o corpo foi retirado do local.

Fotos da Cena. (contém imagens fortes)

Novamente são revistas imagens das câmeras de segurança, que mostram ela esperando os amigos ao lado de um elevador. Mas em seguida ela começa a andar por corredores do hotel, entre 3h25min e 3h32min.

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Ela cambaleia pelos corredores, se apoia em paredes e apresenta um comportamento típico de uma pessoa que consumiu álcool ou drogas em excesso. Ela parece estar sozinha durante todo o tempo.

A câmera desta cozinha industrial é ativada por movimento, ou seja, imagens são gravadas apenas quando pessoas entram no ambiente. Kenneka é filmada andando em direção ao freezer. Esse foi o último registro dela nas câmeras.

No vídeo, um compilado de todas as aparições de Kenneka nas câmeras de segurança

O freezer industrial era embutido na parede, com uma porta de entrada. Não haviam outras saídas, tanto do freezer quanto da própria cozinha. A porta do freezer não tem uma câmera de segurança, apenas na entrada da cozinha.

Autópsia

A autópsia encontrou lesões no estômago de Kenneka, que eram indicativas de hipotermia. Ela também tinha o cérebro inchado, uma escoriação no tornozelo direito, além de uma marca roxa de contusão na perna direita, no entanto, o inchaço do cérebro “não era um indicativo de uma causa específica de morte”, disseram as autoridades. 

Além do mais, os investigadores fizeram testes para saber se a jovem havia consumido algum tipo de droga, porém, nada foi identificado. Os exames apontaram que ela tinha uma concentração de álcool no sangue de 0,112, sendo que o nível considerado ilegal para dirigir é de 0,08.  

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Porém, um ponto chamou a atenção, os exames mostraram que a jovem havia ingerido topiramato, um medicamento usado para tratar enxaquecas ou pessoas que sofrem de epilepsia.

Porém, os níveis do medicamento estavam “dentro dos que eram apropriadamente prescritos”. O mais estranho disso tudo é que seus pais disseram que Jenkins nunca havia recebido prescrição para tal medicamento.  

Segundo os legistas, quando o álcool e o topiramato são combinados, os efeitos de cada um deles podem ser potencializados. O consultório do médico legista disse que essas substâncias, combinadas com a exposição ao frio, podem “apressar o aparecimento de hipotermia”.

Além disso, não houve evidências de que Kenneka foi forçada a ingerir álcool ou a tomar topiramato, segundo informado pelas autoridades. 

Hipóteses para o seu desaparecimento

Outro acontecimento que chamou a atenção das pessoas, foi a live feita por uma de suas amigas no Facebook. Em um certo momento, é possível ouvir uma mulher gritando e chorando por ajuda na festa, mas a perícia não pôde concluir com precisão o que se ouve no vídeo.

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A porta do freezer seria muito pesada para uma jovem alcoolizada conseguir abrir sozinha e que, segundo o Newsweek, a polícia de Rosemont rejeitou o suporte oferecido pelo FBI.

Depois de investigar a lista de hóspedes, a polícia notou que as duas pessoas que realizaram a festa usaram documentos e cartões de crédito falsos, porém encerraram o caso para evitar mais especulações a respeito.

O funeral da jovem durou cerca de duas horas e meia, reunindo mais de mil pessoas e várias delas usavam camisetas que diziam “Justice for Kenneka”. Até hoje, quatro anos após a morte de Kenneka, sua mãe e familiares pedem acesso à câmera do congelador.

Perfil do Instagram dedicado a busca por justiça e memória de Kenneka Jenkins.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_