Daniel LaPlante, o homem que morou escondido dentro da casa das vítimas

Daniel LaPlante durante meses se escondeu e morou dentro da casa de suas vítimas. Após cumprir sua pena, veio a matar uma família inteira.

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Daniel LaPlante tem um raro reconhecimento nas histórias do true crime. Apesar de ter matado uma família inteira, não foi esse caso que lhe deixou famoso, mas sim os crimes que ele cometeu anteriormente a isso, apesar de nenhuma vida ter sido perdida nesses casos.

Daniel LaPlante nasceu em 1970, e como se pode imaginar, teve uma infância traumática. LaPlante sofreu abuso sexual e psicológico de diversos adultos diferentes. Sendo o seu pai quem lhe aplicava a maioria das punições, a principio atormentando-o fisicamente, emocionalmente e sexualmente.

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Sua educação problemática afetou todos os aspectos de sua vida. Ele teve dificuldades na escola, tanto acadêmica quanto socialmente, além de ter sido diagnosticado com dislexia ainda jovem. Ele tinha poucos amigos e seus colegas lhe descreviam como assustador ou esquisito.

Dado seu comportamento estranho, LaPlante foi encaminhado por funcionários da escola a um psiquiatra. Nesse momento LaPlante foi diagnosticado com transtorno de hiperatividade. Esse problema poderia ter sido facilmente resolvido, porém o jovem começou a sofrer abusos sexuais de seu próprio psiquiatra durante as sessões.

Evidentemente, isso ajudou a piorar ainda mais sua degradação mental, em pouco tempo ele começou a fazer pequenos furtos nas casas das pessoas. Prontamente ele não estava mais apenas invadindo e roubando os pertences das casas, mas também deixando rastros de sua presença, com o propósito de fazer jogos mentais com os proprietários.

O crime que deixou Daniel LaPlante famoso

Em uma pequena cidade localizada em Massachusetts, nos Estados Unidos vivia a família Andrews, formada por três membros, Annie, Brian e Jessica. Eles viviam tranquilamente e não tinham brigas ou desafetos com outras pessoas.

Em 1986, Annie Andrews, de 16 anos na época caso, recebeu um ligação anônima de um jovem chamado Daniel LaPlante, ele informou que estudava na mesma escola que ela e tinha pegado o seu número de telefone com um de seus amigos.

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Daniel LaPlante se descreveu com ótimas características, com o intuito de agradar Annie. Dizia ser loiro, bonito, de porte atlético e que morava na mesma vizinhança. Agindo sempre de forma educada, eles conversaram por um tempo significativo até conseguir convencer Annie a encontrá-lo pessoalmente.

Primeiro encontro de Daniel LaPlante e Annie Andrews

Na noite do encontro, Daniel foi até a casa de Annie, quando ela abriu a porta percebeu que ele era totalmente diferente do que havia se descrito. Ele estava com roupas sujas, não tinha porte atlético, não era bonito e nem loiro — seu cabelo era escuro.

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Daniel LaPlante na época do crime.

Mesmo assim Annie resolveu dar uma chance a Daniel LaPlante. Mas se arrependeu rapidamente, o garoto fazia perguntas insistentes sobre a morte de sua mãe, que havia morrido de câncer recentemente. A conversa foi uma das piores possíveis, bem diferente das ligações telefônicas.

Depois de 1h de conversa, Annie chegou ao ponto em que não aguentava mais aquela situação, então decidiu fugir do encontro, abandonando o rapaz no local. Mas agora ele já sabia onde ela morava.

Annie decide jogar Ouija para “conversar” com sua mãe

A conversa muito estranha de Daniel LaPlante despertou saudade em Annie, ela e a irmã decidiram então tentar contato com o espírito da mãe através de um tabuleiro Ouija. Elas jogaram puramente por ingenuidade adolescente, sem realmente esperar que algo saísse disso.

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No entanto, na mesma noite, Jessica e Annie receberam diversas batidas contra as paredes de seu quarto enquanto dormiam. Surpreendentemente, parecia que a sessão espírita das meninas foi bem-sucedida. Por diversas noites, as irmãs conversaram com o “espirito” que batia na parede para fornecer as respostas.

Com o tempo, os objetos da casa começaram a desaparecer. Itens que foram colocados sobre a mesa, no dia seguinte se encontrariam espalhados pelo chão. As meninas também começaram a notar que os móveis estavam sendo movidos de um lado para o outro.

O pai das meninas, que também morava com elas, Brian Andrews, acreditava que eram as próprias meninas que estavam causando esses fenômenos na casa. As garotas alegaram que acreditavam se tratar de um fantasma, mas Brian não acreditou nessa história, e continuou culpando as meninas.

A situação foi piorando, a essa altura Daniel já escrevia mensagens na parede com ketchup, e as garotas estavam realmente muito assustadas. Brian continuou desacreditando nas meninas, mas depois de algumas semanas, após muitas atormentações, em um momento de desespero as meninas fugiram para a casa do vizinho.

Elas aguardaram Brian voltar, ele entrou na casa sozinho e constatou muita bagunça, após averiguar um pouco, encontrou um garoto vestido com as roupas da sua falecida esposa. Eles entraram em luta corporal, mas o menino conseguiu fugir com certa facilidade.

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A polícia local foi chamada, eles vasculharam a casa. Um oficial encontrou um forro escondido atrás de um armário embutido na parede do quarto de Annie Andrews. Quando o oficial abriu a escotilha, ele encontrou Daniel LaPlante enrolado lá dentro. O garoto foi preso.

Assassinatos de Daniel LaPlante

A pena de Daniel foi muito leve, e no ano seguinte ele já estava nas ruas novamente. Quase imediatamente após sua libertação, Daniel voltou à sua vida de roubo. Durante um de seus roubos, obteve duas armas na casa de um vizinho.

Em 01 de dezembro de 1987, ele invadiu a casa da família Gustafson, cerca de 1 km da sua casa. Daniel encontrou na casa uma família com três membros: uma mãe e seus dois filhos ainda crianças.

Lá, estuprou Priscilla Gustafson, de 33 anos, e em seguida efetuou diversos disparos à queima-roupa contra sua cabeça. Após, matou os dois filhos de Priscilla afogados em banheiras diferentes. O marido foi poupado pois estava trabalhando — ou então, caso estivesse em casa, poderia ter conseguido neutralizar a ameaça antes da barbárie.

Sentença

Não demorou muito para que as autoridades ligassem o assassinato da família Gustafson a Daniel LaPlante. Ele tentou fugir e durante a fuga cometeu alguns pequenos delitos, mas dois dias a policia lhe encontrou.

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Durante julgamento.

Um ano depois do crime, Daniel LaPlante foi condenado a três penas de prisão perpétua pelo assassinato da família Gustafson.

Desde sua prisão, o criminoso demonstrou pouco remorso por suas ações. Atualmente ele se encontra preso, onde provavelmente irá passar o resto da sua vida.

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Foto de Daniel LaPlante atualmente.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_