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Nikko Jenkins, ouvia vozes que o mandavam matar

Nikko Jenkins é um violento serial killer americano, aguardando no corredor da morte. Ele alega agir sob influência de vozes de Deus em sua cabeça.

Nikko Allen Jenkins nasceu em 16 de setembro de 1986, no Colorado, EUA. O garoto tinha cinco irmãs mulheres, e sua família contava com um grande histórico de crimes violentos. Seu pai, David A. Magee que faleceu em 2009, cumpriu diversas penas por ameaças terroristas.

Aos sete anos de idade, Nikko levou uma arma carregada para a escola, mas por sorte ninguém foi ferido. Diante da situação, serviços de proteção à criança foram acionados e o garoto foi levado para um orfanato.

Já sabia-se que Nikko vivia em uma família que estava constantemente envolvida com crimes e que negligenciava cuidados básicos com as crianças. Quando completou oito anos de idade, ainda no orfanato, Nikko foi submetido a exames de saúde mental que revelaram que ele sofria de vários traumas.

O psiquiatra que o acompanhou, afirmou que Nikko sofria de transtorno de personalidade antissocial e ansiedade. O mesmo exame constatou que ele havia sofrido violência física e íntima, já usava drogas antes mesmo dos sete anos e apresentava episódios de enurese noturna.

Enurese noturna é um distúrbio que se caracteriza pela perda involuntária de urina durante o sono, pelo menos duas vezes por semana, em crianças a partir dos cinco anos idade, que não apresentam nenhum problema orgânico no sistema urinário.  Essa condição, conhecida popularmente como “xixi na cama”, acomete cerca de 15% das crianças por volta dos cinco anos; 7%, aos dez e 3% aos 12 anos. A incidência é maior nos meninos do que nas meninas.

Foi provado que a mãe de Nikko era ciente e contribuia para a total negligência que o garoto sofria. Em um teste de QI realizado na época, Nikko atingiu uma pontuação muito abaixo da esperada para sua faixa etária.

A convivência no orfanato era turbulenta, Nikko não aceitava ordens e agredia outras crianças e cuidadores do local. Aos 11 anos de idade, o menino foi expulso da instituição e voltou a morar com a mãe.

Ficha criminal extensa

Na época, Nikko já havia cometido diversos crimes e aos 13 anos de idade já colecionava delitos envolvendo armas brancas e armas de fogo. Aos 17 anos ele foi preso pela primeira vez, sendo condenado a uma pena de dez anos por roubo a mão armada de dois veículos.

Mesmo encarcerado, Nikko não parou de cometer crimes. Em 2005, aos 19 anos de idade, ele foi transferido para uma nova unidade prisional. Em 2006 ele esteve envolvido em uma rebelião que resultou na morte de agentes de segurança e outros presos. Por este crime, sua pena foi aumentada em cinco anos e ele foi novamente transferido.

Na sua terceira unidade prisional, Nikko passava longos períodos na solitária, onde não tinha contato com outros presos e ficava dentro da cela praticamente 24h do dia.

Em 2009, Nikko ganhou o benefício de sair da prisão para acompanhar o funeral de sua avó. Na ocasião, ele agrediu o policial que o acompanhava e tentou fugir sem sucesso. Isso lhe acarretou mais cinco anos de prisão em regime fechado.

“Vozes que me mandavam fazer isso”

Nikko Jenkins afirmava que ia matar novamente quando saísse da cadeia porque vozes lhe mandavam fazer isso. Ele afirmava que o Deus Apófis, da mitologia grega, estava sempre em contato com ele.

Em 2010, ele se casou com uma moça chamada Chalonda que costumava visitá-lo na prisão. A garota tinha 19 anos de idade e era uma das “fãs” de Nikko Jenkins, já que ele era considerado um ídolo em alguns grupos da comunidade.

Chalonda Jenkins. / Foto: Reprodução.

Em 2011 ele foi condenado por outro crime. Essa sentença lhe rendeu mais cinco anos de aumento de pena, mas que por um erro judicial foram cumpridas de maneira simultânea.

Em agosto de 2013, infelizmente Nikko Jenkins já estava de volta às ruas.

Linha do tempo

Em 30 de agosto de 2013, Nikko Jenkins foi preso após sua esposa ter chamado a polícia o acusando de violência doméstica. Diante do grande histórico criminal, os detetives decidiram investigar o que ele havia feito nas últimas quatro semanas em que esteve em liberdade.

Foi possível encontrar registros de câmeras de segurança que mostravam Nikko comprando uma arma Brenneke Classic Magnum calibre 12. Munições desta mesma arma foram encontradas em quatro cenas de crime recentes que ainda estavam em aberto. Não demorou muito para que a polícia juntasse as peças.

Ordem cronológica dos fatos que levaram Jenkins à prisão. / Foto: Caso Criminal.

As duas vítimas, identificadas como Juan Uribe-Pena e Jorge C. Cajiga-Ruiz, foram encontradas baleadas na cabeça e com os bolsos virados do avesso. Eles foram atraídos para conhecer duas mulheres em um encontro sexual no dia 11 de agosto de 2013.

Em 19 de agosto os investigadores encontraram dois ferimentos de bala nas costas de Curtis Bradford. Mais tarde, foi revelado que Bradford e Jenkins posaram para uma foto no Facebook postada no dia anterior. Bradford seria o único familiar para Nikko Jenkins, já que todos os outros mortos não passavam de desconhecidos.

Foto postada no Facebook minutos antes de Jenkins assassinar Curtis Bradford. / Foto: Reprodução.

Andrea Kruger estava voltando para casa depois de um turno de bartender. O seu Chevrolet Traverse SUV dourado 2012 foi encontrado abandonado a 19 quilômetros de distância do local do crime.

Prisão

Em 30 de agosto de 2013, Jenkins foi preso sob acusação de ameaça terrorista. Na noite de 3 de setembro, Jenkins confessou todos os quatro assassinatos durante uma entrevista incoerente de 8 horas. 

Ele disse à polícia que os atos eram sacrifícios a Apófis e que se ele não os cumprisse, o próprio Deus acabaria com a sua vida. Ele foi acusado de quatro acusações de assassinato após a confissão.

Nikko Jenkins no tribunal. / Foto: Reprodução.

Em 19 de fevereiro de 2014, Jenkins entrou com uma ação federal pedindo US$ 24,5 milhões do estado de Nebraska por libertá-lo injustamente da prisão. Ele afirmou que suas alegações de ouvir vozes de Apófis foram repetidamente ignoradas. 

No processo manuscrito de seis páginas, ele afirmou que ser mantido em confinamento solitário aumentou sua esquizofrenia. Ele acusa a polícia como principal culpada de seus crimes, alegando que se lhe tivesse sido oferecido tratamento não teria matado mais pessoas.

Cumprimento da pena

A sentença de Jenkins estava inicialmente programada para 11 de agosto de 2014. A data foi adiada indefinidamente após uma audiência realizada para determinar se ele era capaz de compreender o processo de pena de morte contra ele. 

Em 29 de julho, um juiz ordenou que Jenkins fosse internado no hospital psiquiátrico Lincoln Regional Center até que os médicos estivessem satisfeitos com sua condição. Funcionários do local recusaram-se a abrigar Nikko devido à segurança inadequada, diante disso a equipe concordou em tratá-lo em uma prisão de Lincoln.

Em maio de 2017, Jenkins foi condenado à morte por três juízes. Ele também foi condenado a 450 anos por acusações de porte de arma relacionadas aos assassinatos. Atualmente, ele segue aguardando a execução da pena no corredor da morte.

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