Início » Crimes Cruéis » Lacey Fletcher, esquecida no sofá por 12 anos

Lacey Fletcher, esquecida no sofá por 12 anos

Lacey Fletcher foi encontrada morta em janeiro de 2022. Seu corpo estava em estado deteriorante e sua pele estava praticamente fundida ao couro do sofá.

Lacey Ellen Fletcher nasceu em 25 de novembro de 1985, filha de Sheila e Clay Fletcher. Seu pai trabalhava como policial e sua mãe era membro do conselho de vereadores locais.

A família morava em um rancho na cidade de Slaughter, Luisiana, EUA. A região possui grandes terrenos, então é bastante comum que entre você e seu vizinhos haja alguns bons quilômetros de distância.

Isolamento social

Durante a adolescência Lacey passou a se isolar na escola, e a partir do nono ano passou a ser educada em casa. Antes disso tudo parecia normal, a garota tinha amigos e até participava do time de vôlei da escola.

Ela sofria de fobia social, consequência do espectro autista. Apesar de fazer terapia por três anos, Lacey parecia cada vez pior. Segundo seus pais, em um determinado momento um de seus psiquiatras sugeriu uma internação, mas a própria garota não teria aceitado a ideia.

“Lacey Fletcher era uma das pessoas mais doces que você poderia conhecer, que recebia amizades enquanto estudava em sua pequena escola particular.”

Revelou um ex-colega de classe ao DailyMail.

Vista pela última vez

Vizinho dos Flatcher, Robert Blades, contou que viu Lacey pela última vez em 2005. Nessa época a garota tinha 21 anos e estava na rua fazendo exercícios.

Robert disse que ela sempre foi muito magra e era comum que ele a visse carregando halteres e fazendo ginástica no quintal de casa.

A partir desta data, os vizinhos afirmam que não viram mais Lacey, mas que seus pais eram muito ativos na comunidade, inclusive agiam como pilares da igreja local.

“Lacey parou de respirar”

A história de Lacey Flatcher veio à público após a polícia local responder a uma ligação do 911 da mãe dela em 18 de janeiro de 2022. Os socorristas que responderam tiveram que lidar com um cheiro insuportável e uma visão horrível. 

Lacey, que supostamente sofria de Síndrome de Encarceramento, foi encontrada sentada em um sofá que estava desgastado com restos de urina e fezes. Ela tinha úlceras nas nádegas e estava infectada com COVID-19.

Síndrome de Encarceramento: consiste em paralisia quase completa. Estado de alerta e função mental não são afetados. As pessoas não conseguem fazer expressões faciais, mover-se, falar ou comunicar-se por conta própria, mas podem mover os olhos para cima e para baixo e piscar.

Ela estava parcialmente nua, usando apenas uma camiseta que estava puxada para cima, deixando seus seios a mostra. Seu corpo preenchia um buraco profundo no sofá e haviam larvas em seu cabelo. Ao seu redor havia insetos e fezes de rato, cena que não combinava com o resto da casa que parecia limpa e arrumada.

Ela foi declarada morta no local. A cena era devastadora e a polícia foi chamada, os pais de Lacey pareciam não saber explicar o porquê sua filha estava daquele jeito.

Sofá de couro onde o corpo de Lacey Flatcher foi encontrada. / Foto: Reprodução.

Negligenciada pelos próprios pais

O relatório do legista afirmou que Lacey havia falecido entre 24 e 48h antes do momento em que seu corpo foi encontrado. A análise contradizia totalmente o depoimento de sua mãe que afirmava tê-la vista com vida cerca de 12h antes.

Acreditava-se que Lacey Fletcher havia sido deixado naquele sofá, no mesmo local por muitos anos. Apesar de sua condição de deterioração, seus pais alegaram que ela não ia ao médico há dez anos. 

Eles, que também eram seus cuidadores, foram condenados pelo assassinato em segundo grau de Lacey como resultado de negligência.

Fiança de 600 mil dólares

Após uma noite presos, os pais de Lacey pagaram uma fiança de U$600,000.00 através de um fiador. O casal não quis falar com a imprensa e continuou afirmando para polícia que foi uma escolha da filha fazer suas necessidades no sofá e ali permanecer sentada.

Pais de Lacey Fletcher. / Foto: Facebook.

Segundo os pais, eles traziam refeições para a filha e sempre tratavam suas feridas, mesmo que Lacey nunca tivesse demonstrado incômodo com as mesmas. Após a morte da filha, Sheila publicou uma foto da filha em seu Facebook dizendo: “Mamãe e papai te amam tanto.”

Julgamento

Um grande júri de 12 pessoas em Clinton indiciou pela primeira vez os pais de Lacey Fletcher, Clay e Sheila, por assassinato em segundo grau em 2 de maio de 2022.

Em 8 de maio, o advogado de defesa dos Fletchers, Steven Moore, entrou com uma moção para anular as acusações contra seus clientes, argumentando que o escritório do promotor apresentou documentos diferentes daqueles arquivados no cartório local. 

Esperava-se que o casal fosse julgado pelas acusações no final do mesmo mês.

Em 30 de maio, a juíza distrital Kathryn Jones do 20º JDC concedeu uma moção para anular a acusação. Essa ação veio após questionamentos sobre a redação da acusação pelos advogados de defesa.

Situação atual do caso

O casal permanece sob fiança neste momento. Acredita-se que haja um novo julgamento até o final do ano de 2023.

O caso Lacey Fletchers é muito recente e ainda não teve um desdobramento judicial efetivo. É provável que tenhamos atualizações em breve, e com certeza trarei todos os detalhes aqui para vocês.

Faça parte do nosso grupo do Facebook
Sugira novos textos e converse com a gente 😀

7 comentários em “Lacey Fletcher, esquecida no sofá por 12 anos”

  1. Gente, eles negligenciaram a menina, isso é fato… A forma como encontraram o corpo e tudo mais… merecem sim receber algum tipo de pena por isso… que explicação eles dão para ela simplesmente parar de sair de casa, ou ser vista pela vizinhança? Tá estranho isso. Tem que pegar um promotor casca grossa que faça esse tipo de questionamento durante o novo julgamento…

    Responder
  2. Eu fiquei com algumas dúvidas, qual foi o laudo final do legista? ela morreu do que exatamente, para ela ter “derretido”? tipo, o corpo entrou em estado de decomposição ou foi algo intencional?

    Responder
    • pelo que eu entendi lendo em vários sites, ela faleceu desnutrição crônica, fome aguda e infecção nos ossos, basicamente ,morreu de fome e falta de cuidados, e por ter sido mantida a na mesma posição por volta de 12 anos

      Responder
  3. Sou autista trabalho na área de saúde há mais de 10 anos e pesquiso sobre TEA. A filha deles desenvolveu ansiedade social comórbida ao autismo . Estava fundida ao sofá devido ao tempo que ficou negligenciada. Seu corpo estava coberto de fezes e afundada em um buraco em um sofá. Autistas repetem comportamento. Ela provavelmente usou aquele sofá por anos sem q os pais se importassem e estimulassem a interação social ou saídas de casa. Seu corpo estava emaciado.

    Ela estava coberta de vermes e feridas, tinha várias úlceras na parte inferior e matéria fecal estava esmagada em seu rosto, peito e abdômen, segundo as autoridades.

    Ela não saía de casa há 15 anos e foi encontrada na casa arrumada de seus pais, na pequena cidade de Slaughter.

    A síndrome de encarceramento só aconteceria se ela tivesse sofrido uma lesão trauma cerebral . Pelas características do autismo isto não parece provável além do q não encontrei pesquisas relatando este dado específico citado aqui na matéria

    Responder
  4. A única coisa que descreve tudo isto e realmente a falta de Deus ,amai ao próximo como a ti mesmo ,foi tudo que faltou nesta situação lamentável e triste , busquem o amor de Deus enquanto se pode achar .

    Responder

Deixe um comentário