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Danielle Jones, corpo permanece desaparecido

Danielle Jones desapareceu quando estava a caminho da escola. Seu corpo nunca foi encontrado, mas evidências levaram a um membro da família.

Danielle Sarah Jones nasceu em 16 de outubro de 1985, ela morava em East Tilbury, Essex, Inglaterra. Uma jovem tímida que morava com os pais e dois irmãos, amava seus coelhos de estimação, a banda Steps e o cantor Robbie Williams.

A garota sempre foi muito próxima de seu tio Stuart Campbell, que era casado com a irmã de seu pai. O homem sempre tratou bem Danielle e seus irmãos, os levava para passeios e a garota chegou a ser dama de honra no casamento de Stuart.

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Tony Jones, pai de Danielle, passou a estranhar o comportamento de Stuart conforme a filha ia crescendo. O tio se tornou muito próximo da garota, chegava a frequentar a residência Jones cinco vezes na semana e gostava de esperá-la na saída da escola, o que claramente não agradava a adolescente.

Desaparecimento

Danielle foi vista pela última vez na manhã de 18 de Junho de 2001, então com 15 anos de idade, quando saiu de casa por volta das 8h. Um de seus irmãos disse que viu a jovem seguindo pela rua em direção a escola, mas ela nunca entrou no ônibus e sequer chegou até a St. Clere’s School.

Danielle Jones, durante sua adolescência. / Foto: Reprodução.

Por volta das 14h, a direção da escola entrou em contato com Linda e Tony Jones, informando que a garota não havia comparecido as aulas do período da manhã. Diversas tentativas de contato foram feitas com a filha, mas ela nunca respondeu as chamadas.

Os pais foram até a casa de Stuart, onde a irmã de Tony rapidamente se juntou as buscas. Naquele momento o comportamento de Stuart chamou atenção. Ele, que era tão preocupado com a garota, não mostrou qualquer interesse em ajudar e preferiu ficar em casa assistindo televisão.

A família estava aflita, Danielle não costumava matar aula e tinha muito medo de escuro. Os pais acreditavam que se ela tivesse saído por vontade própria voltaria para casa antes do anoitecer.

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Van azul

Após o envolvimento da polícia, a notícia do desaparecimento da jovem correu rápido pela cidade e duas testemunhas trouxeram relatos parecidos.

Em um deles a pessoa afirma ter visto Danielle conversando com um homem dentro de uma van azul, e em outro relato Danielle estaria sentada no banco do carona de uma van azul discutindo com um homem.

Rapidamente a polícia descobriu que o tio Stuart possuía um veículo com as características descritas pelas testemunhas. Ele foi levado para prestar depoimento mas acabou sendo liberado sob pagamento de fiança.

Stuart Campbell na época do crime. / Foto: Reprodução.

Stuart Campbell disse à polícia que na manhã do desaparecimento estava fora da cidade visitando uma loja, mas como não tinha comprado nada não conseguia comprovar seu álibi.

Fotógrafo sensual

Tony Jones, em uma das idas a casa de Stuart durante os primeiros dias após o desaparecimento, percebeu que havia um equipamento de fotografia montado na sala. Câmeras, um tripé e a arrumação dos móveis pareciam sugerir um cenário.

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Tal fato chamou a atenção do pai e também a da polícia assim que investigaram o passado de Stuart. Em 1989 ele ficou 12 meses preso após prender uma garota de 14 anos em sua casa e a obrigar a tirar fotos indecentes.

A família sabia que Stuart já havia tido problemas com a lei, mas sempre que questionado sobre, desviava o assunto e dizia que tudo não passava de um mal entendido.

Os investigadores descobriram que ele fez isso com mais 30 jovens. Stuart entregava seu cartão de visita como fotógrafo e as levava até sua casa, onde fazia fotos íntimas.

Bilhetes de Stuart

Ao fazer buscas no quarto de Danielle, a polícia encontrou dois bilhetes de Stuart dentro de um estojo. Um deles dizia o quanto ele estava com saudade e no outro elogiava o sorriso da jovem.

Os bilhetes foram deixados na casa enquanto Danielle viajava com a família. Ela nunca falou sobre com nenhum parente, apenas com um amigo da escola, que achou aquilo muito estranho.

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Não demorou muito para que um mandado de busca fosse expedido para a casa de Stuart. Além dos equipamentos fotográficos, foram encontradas bolsas no sotão da casa com calcinhas e algemas. E no meio destes, a polícia encontrou um par de meias brancas manchadas de sangue.

A análise forense das meias constatou a presença de sangue de Danielle e Stuart nas fibras de algodão. Registros telefônicos comprovaram que o álibi de Stuart era falso, já que o celular dele e de Danielle estavam localizados próximos da mesma torre de celular na cidade na manhã do desaparecimento.

Um brilho labial usado pela garota também foi encontrado na casa de Stuart. Um diário mantido por ele revelou uma obsessão por adolescentes, com testemunhos de que Stuart Campbell havia manipulado meninas para posar para fotos de topless.

Uma mensagem de texto no celular da garota chamou atenção. A mensagem estava escrita de maneira extremamente abreviada e com letras maiúsculas, bem diferente da escrita comum de Danielle.

“OI, STU. OBRIGADA POR SER TÃO LEGAL, O MELHOR TIO DE TODOS! DIGA A MAMÃE QUE EU SINTO MUITO. TE AMO DEMAIS, DAN XXX”

Transcrição do SMS.

Isso, juntamente com a análise de autoria forense, indicou que Stuart havia escrito a mensagem, não Danielle, implicando que ele havia enviado a mensagem para si mesmo usando o telefone da garota para fazer parecer que ela ainda estava viva.

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Novamente preso

Em 17 de agosto de 2001, a polícia voltou a prender Stuart por suspeita de assassinato, depois de encontrar “evidências significativas” que pareciam apoiar sua teoria de que Danielle Jones estava morta.

Um superintendente da polícia disse em entrevista que Stuart Campbell “desenvolveu um relacionamento com Danielle que certamente era inapropriado e provavelmente ilegal”. 

Danielle aparentemente tentou se desvencilhar, mas ele resistiu. Em 14 de novembro de 2001, a polícia tinha provas suficientes para acusar Campbell de assassinato – mesmo que seu corpo não tivesse sido encontrado. 

Julgamento

Stuart Campbell foi considerado culpado em 19 de dezembro de 2002 e condenado à prisão perpétua por assassinato juntamente com uma sentença de 10 anos por sequestro. 

Mais tarde, o Supremo Tribunal decidiu que Campbell deveria cumprir um mínimo de 20 anos antes de ser considerado para liberdade condicional.

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Stuart segue preso e nunca revelou onde está o corpo de Danielle. Em maio de 2017, a polícia recebeu a informação de que no dia do desaparecimento da garota, Stuart foi visto realizando uma movimentação estranha em uma garagem da cidade e que possivelmente o corpo da jovem estaria lá.

Dias depois a polícia informou que nenhuma descoberta foi feita e o corpo permanece desaparecido.

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