Caso Valentina: queimada, torturada e assassinada pelo próprio pai

Valentina, de 9 anos de idade, foi assassinada pelo próprio pai. Com a ajuda da madrasta, escondeu o corpo que viria a ser descoberto dias depois.

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Valentina, nascida em Portugal e de apenas nove anos, estava morando com seu pai e madrasta. No dia 6 de maio de 2020 eles informaram as autoridades que a criança havia desaparecido, então as buscas envolvendo centenas de pessoas começaram.

Ela ficou desaparecida por três dias. Mas haviam duas pessoas que sabiam seu paradeiro, Sandro, seu pai e Márcia, a madrasta. Os dois trabalharam em conjunto para esconder o corpo, mas não sem antes matar a criança na frente dos seus outros três filhos, sendo o mais velho de 12 anos, peça chave no julgamento.

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Mas porque eles fariam isso? O que motivou tal crime? A polícia portuguesa demorou meses até entender a motivação para tal brutalidade. Matar uma criança, que acima de tudo é sua filha, através de tortura, incluindo fortes queimaduras com água quente e pancadas na cabeça de tal magnitude que fizeram a criança desmaiar não é fácil de entender.

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Os pais de Valentina são separados e compartilhavam a guarda da filha. Valentina passava a maior parte do tempo com a mãe, Sónia Fonseca. Mas, durante o período de pandemia, estava passando uns dias a mais na casa do pai.

O crime

As primeiras agressões começaram cinco dias antes do homicídio, Sandro confrontou a filha por ter trocado mensagens com colegas de escola que teriam um conteúdo de natureza sexual.

No dia 6 de maio, Sandro voltou a confrontar a filha com o mesmo assunto. Chamou ela para o banheiro, lhe tirou a roupa e colocou-a na banheira. Sandro sabia que a filha detestava água quente e por isso usou isso como ameaça que viria a concretizar.

Depois, seguiram-se cinco minutos de violentas agressões. Sandro começou a dar vários murros na cara, tórax, costas e pernas, em seguida apertou o pescoço com as próprias mãos, sufocando a menina.

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Apesar dos gritos e súplicas da filha, Sandro ainda deu uma pancada na cabeça com tanta força que lhe provocou uma hemorragia interna e fez com que Valentina caísse na banheira e começasse a ter convulsões.

Ele deu murros, de mão fechada, palmadas e abandonou a menina. Ele assistiu a tudo e percebeu que que a Valentina estava a morrer. A Valentina estava a morrer e o Sandro foi ver televisão e a Márcia foi adormecer a Carolina.

disse a procuradora durante o julgamento.

Após as violentas agressões, optaram por não socorrer Valentina e deixá-la deitada no sofá da sala, desde o início da manhã até às dez horas da noite. Onde veio a morrer. O casal então decidiu se desfazer do corpo em uma área de mata próxima a casa.

Falsa comunicação de sumiço

Sandro então comunicou o desaparecimento de Valentina para a polícia, o caso foi enquadrado primeiramente como desaparecimento. Então se iniciou as buscas que duraram 72 horas, contando com a ajuda de mais de 600 pessoas.

Depois de alguns dias de buscas, por algum motivo, Sandro resolveu mostrar onde estava escondido o corpo da filha. Talvez tenha feito isso com medo da proporção que o caso estava tomando, ou então simplesmente por peso na consciência.

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Márcia, madrasta de Valentina, saindo do tribunal.

Condenação

Apesar de Sandro afirmar que não teve qualquer responsabilidade pela morte da filha, foi sentenciado em 25 anos de prisão, pena máxima de Portugal, enquanto Márcia foi julgada com 18 anos.

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Márcia disse ao juiz que, embora não estivesse presente, percebeu que o Sandro estava sendo violento com a menina e que ouviu os gritos dela. No entanto, não chamou a polícia e nem qualquer tipo de socorro.

No fim, ele foi julgado por “ação”, ela por “omissão”. Márcia, por ter mostrado arrependimento e por não ter sido a responsável pelas agressões que levaram à morte da menina de nove anos, recebeu uma pena menor.

Eles foram condenados pelo crime de homicídio qualificado, profanação de cadáver, abuso e simulação de sinais de perigo. Além disso, Sandro também foi condenado pelo crime de violência doméstica.

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Sandro, ao centro, sendo levado por policiais.

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Juliane Cunha

27 anos, trabalho na área da saúde. Adoro escrever e também adoro casos criminais, nada melhor que unir o útil ao agradável. Me segue no Instagram @julianesantt | @casocriminal_